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Muito mais que uma festa

Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada. Foi-lhe dado revestir-se de linho puríssimo e resplandecente. (Pois o linho são as boas obras dos santos.)

  • Apocalipse 19, 8 – 9

Em vários momentos nas Sagradas Escrituras se fala em casamentos, ou bodas, ou núpcias, que tem o mesmo significado. O que reforça o sentido divino que essa celebração tem. Desde o enlace de Adão e Eva no livro do Gênesis, até o casamento do Cordeiro de Deus em Apocalipse, ou seja a volta do Cristo em sua glória, se veem vários relatos deste tipo de celebração. Além das menções de Jesus nos evangelhos.

Adão e Eva

Adão se sentiu só, e pediu a Deus uma companhia que lhe fosse adequada, então Ele lhe deu Eva, carne de sua carne e osso de seus ossos. Eles se casaram no paraíso, antes que a serpente corrompesse seus corações, ou seja, sua união foi estabelecida na eternidade, sem que o tempo a danifique. “Por isso, o que Deus uniu o homem não separe.”(Marcos 10,9)

O matrimonio é portanto um sacramento eterno, e indissolúvel, é a celebração de uma vocação belíssima e profunda. É o ponto inicial da mais importante instituição que existe: a família. Portanto não é só uma festa, e sim a celebração do cumprimento dos planos de Deus, e um pedaço da eternidade aqui na terra. De nada servem as pompas sem esse pensamento, não há presente material que sobreponha a certeza da vontade de Deus em unir o casal, e nem contratempo, problema ou picuinha que os impeça de celebrar a eternidade.

As bodas de Caná

A primeira manifestação publica do poder de Jesus foi em um casamento, pois é lá que tudo começa. Um fato simples, mas muito simbólico, onde não se sabem quem eram os noivos, ou mesmo os outros convidados além de Maria, Jesus e seus acompanhantes. Fato que é um sinal para nós, de que Deus quer que as famílias nasçam sob sua proteção, sob seus olhares, e que nunca falte o vinho novo, que só vem de Deus.

Maria, virgem e mãe, esposa do Espírito Santo é a imagem perfeita da noiva: pura e irrepreensível, singela, mas decidida por seu noivo. Cristo, o noivo. Disposto a dar a vida pela sua amada e assim cumprir a sua missão de se doar e se entregar pela esposa. Se em Caná não são citados os noivos, então só podem ser eles dois, que se unem num casamento onde a relação da alma sobrepõe a relação do corpo, e as vontades se completam.

Não há qualquer casal de noivos que se compare a eles, mas esta é a figura perfeita, a meta que os casais devem assumir, assim como escreveu São Paulo:

As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.

  • Efésios 5, 22-27

Maria é a prefiguração da Igreja, e foi submissa a Cristo, mesmo sendo sua mãe, até o fim. Cristo deu a vida pela Igreja, sua esposa, carne da sua carne. Eis o desafio dos noivos: amar um ao outro como Cristo amou a Igreja, cuidar um do outro como sua própria carne, viver um pelo outro como A Virgem viveu por Jesus.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina no parágrafo 766 que: “Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração transpassado de Cristo morto na Cruz.” Veja só que mistério, que beleza. A Igreja é tão corpo de Cristo, tão esposa de Cristo, quanto Eva é de Adão, e assim devem ser os noivos ao selarem sua união perante o ministro ordenado.

O Cordeiro e a noiva

Cristo é o cordeiro de Deus, e a Igreja é sua noiva. A celebração acontecerá no fim de tudo, no chamado juízo final. Onde a noiva deve se apresentar pura e irrepreensível, sem manchas. E onde o noivo deverá se apresentar compassivo e justo, manifestando toda a sua glória e majestade.

É o casamento final, para o qual todos nós devemos nos preparar, onde a nossa alma encontrará aquele para quem foi criada. E onde as almas dos justos serão introduzidas no câmara nupcial: a Jerusalém Celeste.

A Igreja caminha neste mundo se preparando para esse dia, é ela a noiva de Cristo, como já visto anteriormente, e deve ela estar totalmente apaixonada por Ele, para que o seu amor seja selado de forma nunca vista antes. Assim como os noivos devem estar apaixonados e ter a certeza de que foram feitos um para o outro, como a Igreja foi feita para Cristo.

 


 

Observando tudo isso, podemos concluir que o casamento é muito mais que uma simples festa de homens, mas uma festa divina. É um sinal da aliança de Deus no novo testamento, pois Jesus manifestou sua glória em Caná por primeiro, e manifestará em suas núpcias com a Igreja no fim de tudo. Por isso todo casamento é sinal de Deus, toda união selada de forma sincera perante a Igreja e a sociedade uma manifestação do céu no nosso meio. Se há festa no céu quando um pecador se converte, há também quando uma família nasce!

 

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