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Fuja do relativismo

Tanto faz! Essa é uma das expressões mais usadas pelos jovens em nossos tempos. É uma espécie de válvula de escape para a pressão que o mundo nos faz, mas também um caminho que leva a diversos problemas sociais, psicológicos e espirituais.  Mesmo assim é algo muito comum e está relacionado a vários fatores e faculdades.

Tudo se torna relativo quando as coisas perdem sentido. Quando não se sabe o “por quê” de estudar, não se tem para quê estudar, fazer isso se torna sem sentido, ou as vezes o sentido se encerra nessa vida. Por exemplo, antigamente as pessoas estudavam para alcançar sabedoria, sendo que tal coisa não é material e nem traz benefícios visíveis e corruptíveis. Hoje a maioria das pessoas estudam para ter um diploma, algo visível, ou uma profissão que seja notável na sociedade, ou apenas para ganhar dinheiro. Estudamos para conquistar coisas que se encerram nessa vida, e não para conquistar o eterno. Este é apenas um exemplo.

O relativismo nos apresenta um mundo sem verdades absolutas, no qual o individuo pode ser o que quiser, mesmo que o seu corpo ou mente  não estejam preparados para aquilo. Portanto Cristo que é a verdade, o caminho e a vida, fica de lado nesse novo mundo, e assim também o cristianismo e seus valores. Tanto faz se você é cristão, espírita, budista ou umbandista. No relativismo nenhuma religião é a verdadeira, mas todas tem um traço de verdade, cada um escolhe aquela na qual se sente melhor.

E é assim em tudo na vida, pois se não há uma base de valores e princípios, cada um pode criar a sua própria, tendo como objetivo o prazer e a satisfação temporal. Estando o eterno de lado, o que resta ao homem é se satisfazer no tempo presente, sem se preocupar com o que os outros sentem ou vivem.

Isso afeta de forma direta a mais bela dádiva de Deus para a humanidade: os relacionamentos! Em todas as etapas e níveis. Os jovens, por exemplo, mergulham em sensações passageiras com o “ficar” ou o sexo casual, onde não há interesse de construir nada, mas apenas satisfazer o corpo ou alcançar níveis sociais. Homem e mulher perdem sua identidade e passam a ser chamado de “parceiro”. E no outro dia um não lembra nem mesmo o nome do outro.

Conhecer outra pessoa é um processo um tanto quanto trabalhoso, aceitar seus erros além de difícil, é desgastante. As pessoas não querem mais isso, não se dispõem a isso, preferem o que é instantâneo, sem ao menos considerar a eternidade. Aquele que se guia pelos próprios prazeres não consegue ser empático o suficiente para conhecer outra pessoa a fundo, e isso é determinante em um relacionamento.

O jovem cristão vocacionado ao matrimônio, que deseja construir uma família santa, deve fugir do relativismo desde cedo. Aprendendo a tomar decisões duradouras e definitivas, evitando o pecado contra a castidade, estando disposto a se relacionar de forma sadia e desinteressada com seus amigos e familiares, etc.

Vários santos morreram para guardar a castidade, São Domingos Sávio disse preferir a morte ao pecado, assim como muitos outros morreram para defender aquilo que nós acreditamos hoje. Não deixemos que a doutrina e costumes transmitidos a nós por meio da sucessão apostólica sejam esquecidos em um mundo relativista. Isso é fugir do relativismo: lutar pela verdade da fé como os santos e mártires . Seja decidido em relação a sua fé e constante na oração, o tempo de Deus chegará!

“É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.” Lucas 21, 19

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