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Os “Che Guevara” da computação

O pensamento revolucionário é comum entre os jovens de hoje, principalmente entre os universitários, que insatisfeitos com a forma com que o país é governado almejam dias melhores, por mais que para chegar a eles seja preciso uma guerra civil, ou coisa parecida. Estes jovens tomam por referência figuras como Ernesto “Che” Guevara, revolucionário de extrema esquerda nascido na Argentina, que liderou a revolução Cubana (1953-1959). Apesar de usar métodos que não são de forma alguma pacíficos há aqueles que o idolatram como símbolo de liberdade, mesmo ele sendo acusado de alguns estupros e fuzilando alguns civis inocentes, mas ai vai do gosto político e ideológico de cada um. Guevara foi assassinado em 9 de outubro de 1967 pelo exército boliviano.

O que é notável em Che Guevara é o ideal revolucionário comunista, que pretendia instalar no mundo, principalmente na América Latina, uma sociedade perfeita, aliás, pretende até hoje. No Brasil o comunismo foi evitado a todo custo com a intervenção militar em 1964, mas impulsionado pelo Marxismo cultural tomou conta das universidades e da imprensa, e mais tarde do governo com a chegada de Luís Inácio Lula da Silva, ao poder.

O comunismo prega uma sociedade igualitária com governo totalitário, tirando do domínio privado as empresas e entregando-as ao governo para que os bens e riquezas sejam distribuídos em igual proporção a toda sociedade. Por isso os grandes comerciantes capitalistas são considerados opressores, além de outras instituições como a Igreja e até mesmo a família.

Como disse antes o ideal revolucionário é comum entre os jovens universitários brasileiros, independe do curso ou área do conhecimento. E na computação não é diferente, pois a relação entre tecnologia, filosofia e sociologia é cada vez mais intima, pelo fato de que as pessoas estão cada vez mais envolvidas com a informática. Este ideal tem também os seus “opressores” como a Microsoft por exemplo, ou a Apple, que segundo algumas pessoas do meio tecnológico, são aproveitadores, exploradores, que querem deter o avanço tecnológico para si, ao invés de torna-lo comum a todos. Geralmente os “Che Guevara” da computação são usuário assíduos do sistema operacional Linux e pregadores do pensamento de Software Livre, são os “Evangelizadores do Linux”, que tentam a todo custo te converter a deixar o Windows ou outro sistema.

logo-linux

Chamo-os de “Che Guevara” da computação pelo fato de que eles são capazes de fazer tudo para te convencer de que o Windows não presta, e que só o Linux é bom, o resto é o resto. Certa vez participei de um evento de Software Livre na Bahia, foi uma experiência legal, mas percebi que usuários Windows não são bem vindos nestes lugares e que é preciso tomar cuidado até em usar ferramentas como o Google ou Chrome. Se falar de robótica não cite o nome da Lego, você pode ser fuzilado intelectualmente ali mesmo, sem chances de defesa.

Afinal, porque tudo é opressor? – Não sei, sei que quase me mataram com os olhos quando liguei meu notebook e tocou o musiquinha de inicialização do Windows 7.

E por que este fanatismo todo para com um Sistema Operacional? – Provavelmente a apologia seja pelo fato do Linux ser uma expressão de liberdade, Open Source, Grátis e “bom”.(deixo o bom entre aspas por que vai do gosto de cada um).

Na equipe do Clube dos Geeks temos um grande revolucionário Linux, Francisco de Assis, também conhecido como Champs, que já tentou me converter diversas vezes, assim como tenta converter o máximo possível de pessoas à filosofia Unix. Quem fala mal do Linux, em especial do Ubuntu, perto dele corre sérios riscos de vida, além de ter que passar horas ouvindo ele dizer as diferenças entre os Sistemas e as vantagens do seu tão amado Linux.

As opiniões são diversas, o certo é que o Windows, queiram os amantes do Linux ou não, ainda é dominante. No nosso site por exemplo 75,99 % das visitas vieram de computadores que tem o Windows como sistema operacional, e apenas 14,33 de Linux. Apesar deste método de comparação não ser tão abrangente, já mostra uma parcela daquilo que é o mercado hoje no Brasil, onde por mais que alguns usuários avançados insistam no Linux, os comuns continuam no Windows, pela facilidade e costume. Algumas empreses e governos de estados usam Linux em seus sistemas, devido baixo custo e a segurança, mas para o usuário doméstico interessa mais

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