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Primeiro sobre namoro

Deus é amor, e é relacional, o amor entre o Pai e o Filho gera para o mundo o Espírito Santo, nós somos imagem e semelhança de Deus, portanto somos também seres relacionais. Entretanto, infelizmente, vivemos em um mundo onde as pessoas tem suas relações cada vez mais feridas, seja qual for o nível de relação: paterna, materna, amigos, namorados, esposos, irmãos, etc.

É importante saber antes de tudo que nós só podemos amar outras pessoas quando nos amamos primeiro, e aqui não me refiro ao narcisismo, ou qualquer outra forma egoísta de se viver, mas a nos amar e aceitarmos assim como somos, assim como Deus nos fez. Devemos conhecer a nós mesmos para que assim nos amar, por isso o autoconhecimento é muitíssimo importante em qualquer relação.

Você não pode dar o que não tem a outra pessoa, e muitas vezes não temos nem a nós mesmos, pois nos perdemos em vaidades, rancores e revoltas sem causa, passamos a odiar a quem nos ama, e chegamos ao ponto de odiarmos a nós mesmos, desejando nunca ter nascido ou coisa do tipo. Isto acontece normalmente na adolescência, onde os hormônios e as paixões estão à flor da pele. Por isso, antes de começar um namoro é importante que o indivíduo se encontre primeiro, para assim poder se entregar por completo. Isto também vale para outros relacionamentos, como com os pais por exemplo.

Falando em outros relacionamentos, é interessante que eles estejam na melhor harmonia possível, pois o relacionamento com os pais e irmãos influi bastante com a vida amorosa. Se você não consegue amar e respeitar aqueles que estão dentro de sua própria casa, te geraram e te educaram, então será difícil amar verdadeiramente quem vem de fora.

Sua namorada, ou seu namorado, não é um burrinho para levar todas as suas cargas. Há muitos que tem o namoro como “cano de escape”, aquilo que serve para se aliviar das brigas e desentendimentos com a família, para descarregar os problemas da vida como se fosse uma caçamba derramando areia. Mas não é bem assim, cada um traz sua história, e com ela suas feridas e seus problemas. Se não houver cumplicidade entre o casal, haverá sobrecarga para um dos dois, os problemas devem ser divididos, mas não passados para a outra pessoa, pois a responsabilidade ainda é sua.

Namorar é muito bom, mas melhor ainda quando é em Deus. Nas sagradas escrituras não se fala especificamente sobre namoro, mas algumas coisas me chamam a atenção, como o fato de Maria e José ainda não coabitarem e nem se conhecerem sexualmente, mas estando ambos prometidos em casamento um ao outro, o que seria um noivado. Vejam, existia desde aquela época um pensamento de que relação sexual deveria acontecer dentro do casamento apenas. Algo que nos tempos de hoje é de certa forma incomum, e os que vivem ou buscam viver isto são tidos como “caretas”, antiquados, etc.

Então é necessário que existam jovens casais corajosos, dispostos a viver os ensinamentos da Igreja em relação a vida a dois e escolher não pelos seus próprios prazeres, mas pela graça de Deus que se derrama sobre todos aqueles que o buscam com sinceridade. “A santidade não é um privilégio de poucos, mas um dever para mim e para você.” Beata Tereza de Calcutá.

Espero que este conteúdo possa lhe ajudar em sua vida cristã. Paz e bem.

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