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Seja homem, seja santo

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.” (I Tessalonicenses 4,3a)

Seja feita então a Sua vontade, sejamos santos.

Recentemente me vi, junto com alguns irmãos de caminhada, em um questionamento: onde estão os homens de Deus? Onde estão os homens da Igreja? Se pararmos para pensar veremos que é um questionamento válido e necessário, principalmente nos tempos atuais, onde o ser homem é colocado em cheque a cada dia.

Há muito tempo a religião se tornou “coisa de mulher”, podemos notar isso olhando para a história dos nossos pais e avós, observando as últimas gerações antes de nós, nas quais cabia ao pai trabalhar e à mãe cuidar da casa e rezar. Tanto é que muitas vezes, ainda hoje, quando um jovem rapaz começa a se engajar na Igreja logo dizem que será padre. E com isso a masculinidade se esgota, ao invés de se encher como muitos pensam.

A banalização do sexo e a pornografia têm transformado homens em meninos, joguetes dos desejos do seu corpo. Os garotos ouvem de seus pais, parentes e amigos que devem ser os “pegadores”, para que assim sejam homens. E como crianças que enjoam de um “brinquedo” e de outro, usam mulheres como objetos de prazer. Assim colocam seus próprios desejos a cima de tudo, e “pegar mais” é questão de “honra”.  – Que honra é essa? – Isso tudo faz com que se torne cada vez mais difícil, para muitos homens, fazer uma escolha de santidade e de castidade.

Quando um rapaz decide pela verdadeira honra, e escolhe viver a castidade ele é rechaçado pela sociedade, e assim é chamado a viver o seu martírio: o da ridicularização, o novo martírio como alertava o papa emérito Bento XVI. Ser homem de Deus tem seu custo em nossos tempos, principalmente para os jovens. O mundo nos forma e direciona para as coisas do mundo, enquanto as do céu ficam para último caso. A verdade absoluta não existe mais, tudo é relativo, o que faz do ser humano senhor de si mesmo.

Sendo senhor de si mesmo, fica fácil fazer o que quiser, achamos que não temos com quem prestar contas, e mergulhamos em um individualismo cada vez mais egoísta e materialista. E vivendo uma vida de relativismo aos poucos perdemos nossa essência, e já não sabemos quem somos. A masculinidade é colocada em cheque pela nossa crise existencial, e pela falta de amor, pois quem é egoísta não consegue amar, e quem não ama não tem pelo o que lutar. Logo não há para quê se doar, por quem se arriscar, a vida perde sentido.

Ser homem de Deus é encontrar o sentido, é ter pelo o que lutar, temer a Deus  cima de qualquer coisa, e saber que Ele nos fez para os outros, para servir e amar. Nós precisamos assumir essa posição diante do mundo, principalmente nós jovens, de lutar pela santidade, pela vivência da castidade sem se preocupar com as críticas do mundo. Precisamos ter a coragem de ser violentos na busca do reino de Deus. (cf. Mt 11, 12)

A palavra de Deus nos faz o chamado em I Coríntios, capítulo 16, versículos 13 e 14:

Vigiai! Sede firmes na fé! Sede homens! Sede fortes! Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade.

É um chamado direcionado especialmente a nós homens de Deus, para que sejamos fortes nas nossas escolhas e atitudes, e para que façamos tudo no amor. Que sejamos homens a ponto de amar, lembrando que “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.” (Jo 15, 13)

O jovem dá a vida por meio da renuncia a uma vida desregrada e banal, guardando a castidade e buscando aprender mais das coisas de Deus. O homem casado dá a vida por sua esposa como Cristo fez pela Igreja, (Cf. Efésios 5, 25), e pelos seus filhos, renunciando aos seus próprios desejos para amar.

É necessário que nós, rapazes, homens de Deus, aprendamos a renunciar, a fazer cada vez menos a nossa própria vontade, para que assim possamos viver melhor nossa futura vocação: ordem ou matrimônio. As duas exigem renuncias e amor.

O Salmo 1 fala sobre a felicidade do homem que evita o caminho impuro e está a serviço do Senhor:

1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.

2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.

3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.

5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos.

6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

O que segue o caminho do Senhor dá fruto no tempo certo, por isso não se desespere para discernir sua vocação para dar passos na sua caminhada com Deus. Seja fiel, o Senhor vela teu caminho, seja homem, seja forte, seja santo!

São Luís Martin, rogai por nós.

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