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Ser cristão é escolher o céu

Diariamente os cristãos são tentados a desistir, a pecar e a viver uma vida de relativismo. Algo que acontece desde os primeiros séculos do cristianismo e vai acontecer até o fim dos tempos, pois o próprio Cristo disse: “Sereis odiados por todos por causa do meu nome” (Lucas 21,10). Além das perseguições existem as tribulações e tentações, que vem a todo tempo e para qualquer pessoa.

O mundo nos apresenta um caminho de facilidade para alcançar coisas materiais e prazeres do corpo, enquanto o cristianismo nos convida a um caminho de calvário para alcançar o gozo não nesta terra, mas na eternidade. É aí onde o cristão deve fazer sua escolha: os prazeres desse mundo ou do mundo que há de vir. Para fazer tal escolha é preciso crer verdadeiramente nas promessas de Jesus. Este é um ponto determinante, pois se alguém não crer na vida eterna, como pode escolher por ela? Se alguém não crer na ressurreição, como pode esperar por ela? Por isso é preciso se firmar na fé em Cristo, e colocar nele todas as esperanças.

Se a escolha já foi feita, então é preciso honrá-la e vivê-la. O mundo está cheio de pessoas que se dizem cristãos, mas vivem como pagãos, adorando outros deuses e divindades, assumindo crenças ocultistas e denegrindo a imagem do corpo de Cristo: a Igreja. Há também aqueles que vivem dentro da Igreja, parecem ter vida de oração, mas na verdade são sepulcros caiados que vivem de aparências. E ainda aqueles que tem vida de oração, buscam os sacramentos, mas em outras dimensões da vida, como a família por exemplo, vivem um verdadeiro desastre.

O cristão não pertence a este mundo, Jesus disse isso no Evangelho de São João, capítulo 15, versículo 19. Mas muitos cristãos tem deixado que as coisas do mundo invadam suas vidas, e vivem como verdadeiros mundanos que frequentam a Igreja. Ou vivem como pagãos que admiram Cristo e acendem incensos ao imperador ou outros deuses. O cristão não pode agir como os filhos deste mundo, em nenhum aspecto, em nenhuma circunstância, e principalmente nos relacionamentos.

É preciso fugir da luxúria

Hoje as pessoas se casam e se descasam, começam e terminam namoros, ficam ou “desficam” por qualquer motivo, e sem qualquer sentido. O cristão não deve agir assim, pois tudo lhe é permitido, mas nem tudo lhe convém. (I Cor 6, 12)  Ele precisa assumir a sua posição e nadar contra a correnteza do mundo, ser ousado o suficiente para levantar a bandeira da castidade e da pureza, como os mártires e as virgens fizeram. E precisa também saber filtrar e controlar seus atos e palavras, agindo como verdadeiro filho da luz. É necessário e urgente que se levante uma geração disposta a lutar contra a fraqueza da carne, que é incitada pela mídia e pregada entre os jovens como requisitos de vida social.

Aquele que assume a posição de cristão, não pode agir guiado pela luxúria, pelos prazeres carnais ou pelas vontades dos outros. Ao contrário, deve lutar contra tudo isso, sabendo que o Espírito Santo é quem lhe dá forças e que Nossa Senhora, mãe da pureza caminha à sua frente como um exemplo a ser seguido. Mas infelizmente é assim que a maioria vive, sendo joguetes dos próprios desejos. Quantos jovens se perdem em uma sexualidade desregrada, contraindo doenças e perdendo a dignidade por ser usado ou usada por outra pessoa. Quantos outros, cristãos, que vivem a castidade de forma fingida e não perdem a primeira oportunidade de pecar. Ou outros ainda que, também caminhando dentro da Igreja, apressam seus casamentos só para poderem experimentar a vida sexual, sem ao menos se conhecer ou conhecer a outra pessoa direito. Aquele jovem casal que diz: “temos que casar logo, pois a gente não se aguenta mais, não conseguimos mais segurar por muito tempo”. Mas não tem coragem de fazer um jejum ou uma penitência para frear os desejos da carne.

É preciso fujir da Luxúria, como fez Tobias ao se casar com Sara. Ele disse em oração: “Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito.” (Tobias 8, 9) Nossos relacionamentos não devem ser para satisfazer nossas paixões, mas para louvar ao Senhor e anunciar Seu reino. Por isso eu vos exorto a renunciar toda a luxúria que existe em seus relacionamentos, toda falsidade e mentira, para que ele seja reflexo fiel do amor de Deus, e seja exemplo para todos, assim como São Luís Martin e Santa Zélia Guérin, pais de Santa Terezinha do Menino Jesus.

Minha esposa e eu

Luana e eu somos recém casados, e enxergamos nosso relacionamento como um verdadeiro dom de Deus, e descobrimos um no outro nossa vocação e chamado, estando abertos aos filhos e desafios que o Senhor nos confiar. Casamos no dia 15 de outubro de 2016, dia de Santa Teresa de Jesus (D’Ávila), grande mestra da oração, pois queríamos que tudo tivesse significado, e que nada no nosso casamento fosse sem sentido. Nosso brasão era feito com a coroa do Cristo Rei do universo, para simbolizar seu reinado sobre nossa casa e vida. E nele também estava o simbolo da Ave Maria, sinal de pureza e fidelidade a Jesus e um ao outro. Dos dois símbolos saem ramos como que abraçando nossos nomes no centro, pois queremos estar cercados por Jesus e Maria, perfeita imagem do esposo e perfeita imagem da esposa.

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Nosso casamento foi com celebração da Santa Missa, pois desde o princípio do nosso namoro, esse era o nosso principal evento e ponto de encontro. Fazíamos de tudo para ir à Missa juntos, e amamos Jesus Eucaristia mais que tudo e todos. Ele é o centro de nossas vidas, e não podia faltar no momento mais importante delas. A cerimônia foi a verdadeira festa, pois acreditamos que na celebração da sagrada Eucaristia toda a Igreja, terrena e celeste, se faz presente, pois o próprio Jesus se faz. Na recepção Maria tinha seu lugar especial, pois a ela pertencemos em tudo, e se o que é nosso é dela, então a festa era também.

Tobias 8,5

Orientados por um casal da Comunidade Aliança de Misericórdia, da qual participamos, escolhemos uma palavra para nosso casamento, que simbolizasse o que a gente queria viver daquele momento em diante, então escolhemos o livro de Tobias, primeiro livro que lemos juntos. O livro em si é cheio de significados, e é usado por muitos casais cristãos. Escolhemos a seguinte passagem: “Porque somos filhos dos santos (patriarcas), e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.” (Tobias 8, 5).

No trecho Tobias encoraja Sara a rezar, louvar a Deus por suas vidas e pela a união, para que Deus tenha misericórdia e os abençoe. E ele diz: somos filhos dos patriarcas. Era essa a concepção que os judeus tinham, que eram filhos de Abraão e por isso herdavam a fé, a qual não podiam negar. Mas Cristo nos deu a dignidade de filhos e amigos de Deus, co-herdeiros da vida eterna. Ora, se como herdeiros da fé eles não deviam se casar como os pagãos, ainda menos nós que herdamos a eternidade.


O cristão deve agir como um filho da luz, e não como um pagão. Lembre-se sempre: cultive suas amizades, como um filho de Deus cultivaria. Trate seus familiares como o próprio Cristo faria, e viva seus relacionamentos como um filho da luz viveria.

Que a luz que Jesus faz emanar de ti brilhe, para que o mundo veja, creia e se salve. “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha” (Mt 5, 14)

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